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Categoria: Séruns e Ácidos8 min de leitura

Ácido salicílico ou ácido glicólico: qual escolher para o seu tipo de pele

Por Blog Lagai ·

Ácido salicílico ou glicólico: entenda as diferenças entre os dois ácidos e descubra qual é mais indicado para o seu tipo de pele.

Neste artigo

Na hora de escolher um ácido esfoliante, é comum bater a dúvida entre o salicílico e o glicólico, dois dos ativos mais populares em séruns, tônicos e loções esfoliantes vendidos hoje em farmácias, perfumarias e lojas especializadas em dermocosméticos. Embora ambos prometam pele mais lisa, uniforme e com poros menos aparentes, eles agem de formas bem diferentes dentro da estrutura da pele e são mais indicados para necessidades específicas de cada tipo cutâneo. Entender essa diferença evita a compra de um produto que não é o mais adequado para o seu tipo de pele e para o problema que você realmente quer resolver, além de economizar tempo e dinheiro em tentativas frustradas de rotina. Conhecer a origem, a solubilidade e o modo de ação de cada ácido também ajuda a interpretar melhor os rótulos na hora da compra, já que muitas embalagens trazem apenas o nome comercial do produto sem explicar de fato o que aquele ativo faz na prática do dia a dia.

Como o ácido salicílico age na pele#

O ácido salicílico pertence à família dos beta-hidroxiácidos, conhecidos pela sigla BHA, e é solúvel em óleo, o que permite que ele penetre dentro dos poros e ajude a desobstruir a oleosidade acumulada junto com células mortas que ficam retidas ao longo dos dias. Por isso, costuma ser mais indicado para peles oleosas, com tendência a cravos, poros dilatados e espinhas inflamadas que aparecem com frequência, especialmente na zona T do rosto. Além do efeito esfoliante, também tem propriedades anti-inflamatórias reconhecidas que ajudam a acalmar a vermelhidão associada à acne, o que o torna um ativo bastante versátil para quem lida com oleosidade e imperfeições ao mesmo tempo, sem precisar de vários produtos diferentes na rotina.

É derivado de uma substância também encontrada em plantas como o salgueiro, o que não impede reações em peles muito sensíveis a salicilatos, incluindo pessoas com histórico de alergia à aspirina, que deve ser informado ao médico antes de iniciar o uso. Em concentrações mais altas, disponíveis normalmente só em consultório dermatológico, o salicílico também é usado em peelings profissionais para tratar acne mais resistente, cravos profundos e textura irregular causada por poros cronicamente obstruídos, sempre sob supervisão de um especialista treinado para lidar com esse tipo de procedimento.

Como o ácido glicólico age na pele#

Já o ácido glicólico é um alfa-hidroxiácido, sigla AHA, solúvel em água, derivado tradicionalmente da cana-de-açúcar, e atua principalmente na superfície da pele, promovendo uma esfoliação mais uniforme que ajuda a melhorar textura, luminosidade e a aparência de manchas superficiais causadas por sol ou cicatrizes antigas de acne. É bastante usado por quem busca uma pele com aspecto mais renovado, macio e uniforme, mesmo sem grandes problemas de oleosidade, e costuma ser bem recebido em rotinas voltadas para prevenção de sinais de envelhecimento e melhora geral do viço natural da pele ao longo do tempo.

Por ter moléculas pequenas em comparação a outros AHAs, como o láctico ou o mandélico, o glicólico penetra com facilidade na pele, o que reforça a importância de respeitar a concentração indicada para cada nível de tolerância individual. Em peles iniciantes, mesmo produtos de venda livre com concentrações moderadas podem gerar sensação de formigamento nos primeiros usos, o que é considerado normal desde que não evolua para ardência intensa, vermelhidão persistente ou descamação excessiva ao longo dos dias seguintes.

Qual escolher para cada tipo de pele#

Para peles oleosas ou com tendência a acne, o ácido salicílico costuma trazer resultados mais visíveis por atuar diretamente dentro dos poros, reduzindo a formação de novos cravos e ajudando a controlar o brilho ao longo do dia, mesmo em climas quentes e úmidos. Já para peles secas, mistas ou que buscam mais uniformidade, luminosidade e textura macia, o ácido glicólico tende a ser mais indicado, principalmente em rotinas com foco em prevenção de linhas finas, manchas e perda gradual de viço.

Peles sensíveis geralmente toleram melhor concentrações baixas de qualquer um dos dois, sempre com introdução gradual e observação atenta da resposta da pele nas primeiras semanas de uso contínuo. Quem tem dúvida sobre o próprio tipo de pele, ou já teve reações a ácidos no passado, pode se beneficiar de uma avaliação profissional antes de decidir qual ativo priorizar, evitando gastar dinheiro em produtos que talvez nunca cheguem a ser bem tolerados pela pele em questão.

Erros comuns ao introduzir ácidos na rotina#

Um dos erros mais comuns é começar com uma concentração alta na expectativa de resultados mais rápidos, o que costuma sair pela culatra em forma de irritação, descamação e vermelhidão duradoura que pode levar semanas para se resolver. Outro deslize frequente é usar o ácido todos os dias desde o início, sem dar tempo para a pele se adaptar ao novo ativo, um processo que costuma levar de duas a quatro semanas dependendo da sensibilidade individual de cada pessoa.

Combinar vários ácidos diferentes ao mesmo tempo também é um erro recorrente, já que dificulta identificar a origem de qualquer reação indesejada que apareça ao longo das primeiras semanas de uso simultâneo. Ignorar o protetor solar nesse período é outro deslize comum que costuma agravar qualquer sensibilidade já existente, já que ambos os ácidos aumentam de forma significativa a fotossensibilidade da pele, tornando-a mais vulnerável a manchas e queimaduras.

É possível usar os dois juntos?#

Embora existam produtos no mercado que combinam os dois ácidos em uma única fórmula, usá-los juntos em concentrações altas pode aumentar bastante o risco de irritação, principalmente em peles ainda não acostumadas a ativos esfoliantes de qualquer tipo. Para quem quer experimentar ambos, alternar os dias de uso costuma ser uma abordagem mais segura do que aplicá-los na mesma rotina diária, especialmente para peles iniciantes em ácidos que ainda não sabem exatamente como vão reagir a cada um deles isoladamente.

Observar a pele por algumas semanas antes de intensificar qualquer combinação ajuda a evitar surpresas desagradáveis, assim como reduzir a frequência de outros ativos potentes, como retinol ou vitamina C em alta concentração, durante essa fase de adaptação a dois ácidos ao mesmo tempo na mesma rotina.

Cuidados essenciais ao usar qualquer um dos dois#

Independentemente da escolha, o uso de protetor solar diário é obrigatório, já que ambos os ácidos aumentam a sensibilidade da pele à luz solar mesmo em dias nublados ou frios. Também vale começar com uma frequência baixa, de duas a três vezes por semana, aumentando aos poucos conforme a tolerância da pele, sem pular etapas na expectativa de resultados mais rápidos do que o processo natural de adaptação da pele permite.

Hidratantes com ingredientes calmantes, como pantenol, centela asiática e ceramidas, ajudam a complementar a rotina, reduzindo o risco de ressecamento nas primeiras semanas de adaptação ao novo ativo. Evitar outros produtos com álcool em alta concentração ou fragrância forte durante esse período também contribui para uma transição mais tranquila e com menos episódios de desconforto na pele.

Quanto tempo leva para ver resultados#

Assim como outros ativos de skincare, tanto o salicílico quanto o glicólico exigem constância para entregar resultados perceptíveis e duradouros. Melhoras no controle de oleosidade e na redução de cravos com o salicílico costumam aparecer entre quatro e seis semanas de uso regular, enquanto os efeitos do glicólico sobre textura e luminosidade tendem a se tornar visíveis num intervalo semelhante, com ganhos mais expressivos em manchas ao longo de alguns meses de uso ininterrupto e bem orientado.

Ácidos esfoliantes têm validade e forma de armazenamento específica?#

Sim. A maioria dos produtos com esses ácidos deve ser guardada em local fresco, ao abrigo de luz solar direta, para preservar a estabilidade da fórmula e evitar degradação precoce do ativo. Frascos muito antigos, abertos há mais de um ano, podem perder eficácia mesmo dentro do prazo de validade impresso na embalagem, por isso vale anotar a data de abertura do produto em algum lugar visível para acompanhar esse período com mais precisão.

Vale a pena consultar um dermatologista antes de escolher?#

Para quem nunca usou nenhum tipo de ácido esfoliante, ou tem histórico de pele muito reativa, uma consulta prévia pode economizar semanas de tentativa e erro com produtos que não vão trazer o resultado esperado. O profissional consegue avaliar o tipo de pele, o grau de oleosidade e eventuais condições associadas, como rosácea ou dermatite, que mudam completamente a indicação entre os dois ácidos discutidos aqui.

Mesmo para quem já tem uma rotina estabelecida, revisar os produtos usados de tempos em tempos com um especialista ajuda a ajustar concentrações conforme a pele muda ao longo dos anos, seja por idade, clima ou mudanças hormonais que alteram a produção natural de oleosidade da pele.

Não existe um ácido universalmente melhor entre os dois: a escolha certa depende do tipo de pele e do problema que você quer resolver naquele momento da sua rotina. Salicílico para oleosidade, cravos e poros obstruídos; glicólico para textura, luminosidade e prevenção de sinais de envelhecimento. Testar com calma, respeitando a introdução gradual, e observar a resposta da pele é sempre o caminho mais seguro para descobrir qual funciona melhor para você a longo prazo, mesmo que isso signifique experimentar mais de uma opção antes de fechar a rotina ideal para o seu dia a dia.

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